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Usabilidade na criação de sites

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O termo usabilidade está aparecendo cada vez mais nas empresas, nos noticiários e, principalmente, nas entrevistas de seleção. Alguns portais já pedem aos seus novos designers conhecimentos de navegação, arquitetura da informação e usabilidade, em vez de exigir o domínio de Dreamweaver, Flash e Photoshop como costumava acontecer. O mercado está começando a perceber que não importam os milhões de dólares gastos em tecnologia sem que o usuário possa usá-la. Neste sentido, a usabilidade entra para tentar mostrar essa realidade aos que ainda não pensam nas pessoas que estão do outro lado do monitor acessando seus sites. Além da preocupação com o consumidor, outra das razões para a usabilidade estar em crescente popularização é a financeira. De acordo com o estudo publicado em 2000 pela consultoria Creative Good, todo o setor de E-commerce poderia ter lucrado muito mais em vendas se tivesse investido na melhoria da navegação e usabilidade de seus sites. 

Assim como a usabilidade, a comunicabilidade também busca ajudar os usuários no processo de interação, pois é a propriedade de transmitir ao usuário de forma eficaz e eficiente as intenções e princípios de interação que guiaram o design de uma interface.

Apesar da usabilidade ser aplicada desde o início da década de 80 em testes de softwares, a sua aplicação na web é bastante recente e apresenta características próprias e complexas. Por tudo isso, tenta-se conhecer algumas idéias de alguns estudiosos do assunto em questão, para então poder aprender ainda mais sobre a experiência usuário-site, avaliação de usabilidade e a importância de se ter sites com interfaces interativas.


CONCEITOS DE USABILIDADE

Como já foi dito, usabilidade é um termo novo e relativamente desconhecido. A primeira norma que definiu o termo usabilidade foi a ISO/IEC (9126 -1991) sobre qualidade de software. Sua abordagem é claramente orientada ao produto e ao usuário, pois considera a usabilidade como "um conjunto de atributos de software relacionado ao esforço necessário para seu uso e para o julgamento individual de tal uso por determinado conjunto de usuários". Após esta definição, o termo usabilidade passou a fazer parte do vocabulário técnico de outras áreas do conhecimento, tais como tecnologia da informação e interação homem-computador, deixando de ser algo desconhecido.

"Usabilidade significa concentrar esforços para a facilidade do uso. Significa transformar a tarefa de alcançar uma meta simples, direta e o mais objetiva possível. Ela significa criar um sistema transparente que seja fácil de entender e operar instantaneamente. Usabilidade é pensar no usuário no início, no fim e sempre". Esta já é a definição de Chris McGregor, autor de Developing User-friendly Macromedia Flash Content, que insiste em três palavras-chave que para ele são a razão da existência da usabilidade: simplicidade, facilidade e usuário.

Já Nielsen, um dos principais pesquisadores sobre usabilidade, por sua vez, definiu a usabilidade como "uma medida da qualidade da experiência do usuário ao interagir com alguma coisa - seja um site na Internet, um aplicativo de software tradicional, ou outro dispositivo que o usuário possa operar de alguma forma” (Jakob Nielsen, 1998). Em seu livro Usability Engineering (1993, p.26), ele descreve cinco atributos da usabilidade:

1 - Facilidade de aprendizado: o usuário rapidamente consegue explorar o sistema e realizar suas tarefas;

2 - Eficiência de uso: tendo aprendido a interagir com o sistema, o usuário atinge níveis altos de produtividade na realização de suas tarefas;

3 - Facilidade de memorização: após um certo período sem utilizá-lo, o usuário não freqüente é capaz de retornar ao sistema e realizar suas tarefas sem a necessidade de reaprender como interagir com ele;

4 - Baixa taxa de erros: o usuário realiza suas tarefas sem maiores transtornos e é capaz de recuperar erros, caso ocorram;

5 - Satisfação subjetiva: o usuário considera agradável a interação com o sistema e se sente subjetivamente satisfeito com ele. 

Estes atributos de Nielsen podem ser comparados às medidas de eficácia, eficiência e satisfação da ISO 9241-11 (1998) e sem dúvida, da facilidade de uso de Chris McGregor. Na verdade, todos esses conceitos estão inter-relacionados e podem ser medidos e observados em diferentes contextos, uma vez que os gostos dos usuários nunca serão os mesmos.


IMPORTÂNCIA DOS TESTES DE USABILIDADE

Todos sabem que um produto é criado para ser usado por alguém. Se esse alguém não sabe como usá-lo não há razão em criar tal produto. Uma maneira lógica de garantir que ele seja consumido pelas pessoas é projetá-lo de forma simples e fácil. Desta forma, qualquer internauta, do iniciante até o mais avançado, conseguirá realizar as tarefas para qual o objeto foi desenhado.

A mesma coisa deveria acontecer na internet, cada site tentando ser o mais útil possível dentro da sua especialidade. O exemplo mais comum é o site de busca “cadê” (www.cade.com.br). Ele consegue ser o mais prático e simples possível na sua função de buscar. Qualquer pessoa consegue acessá-lo sem os empecilhos de textos, banners ou qualquer outro elemento que atrapalhe o internauta em utilizar a ferramenta de busca. Por essa razão a diretriz número um do site é foco no usuário e o resto virá sozinho.

Constatar que a grande maioria da internet não pensa como os criadores do site “Cadê” poder ter sido a razão para Mark Hurst, no estudo The Dotcom Survival Guide, fazer a seguinte afirmação: "A Web em 1994, utilizada principalmente por experts da informática, era simples e rápida, possuindo apenas texto e imagens. Hoje, com uma base de consumidores formada por novos usuários, a rede oferece uma sopa complicada de frames, Java, cookies, plug-ins, banners, bookmarks, servidores seguros etc. Realmente há uma diferença entre o que a Internet oferece e o que o consumidor deseja. O consumidor quer simplicidade, mas a Web oferece complexidade. Consumidores querem serviços, mas a Web oferece tecnologia. Consumidores querem atingir seus objetivos e a Web oferece empecilhos".

A avaliação de interface é um importante passo no processo de design, e consecutivamente no processo de avaliação de usabilidade. Neste sentido é fácil perceber o quão importante os testes de usabilidade são para que se possa obter interfaces interativas e aceitáveis pelos usuários, sendo este um dos principais objetivos dos desenvolvedores de interfaces no mundo todo.




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